Mostrando postagens com marcador Organização Mundial da Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Organização Mundial da Saúde. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Você sabe se sua alimentação diária é saudável?

Uma matéria transmitida no começo desta manhã pelo programa Bom Dia Brasil da Rede Globo, mostrou que as calorias provenientes do açúcar consumidos pelo brasileiro, estão acima do limite aceitável. Veja só:

O IBGE divulgou na quinta-feira (16) uma pesquisa com um alerta: o brasileiro precisa comer melhor.

O limite aceitável é, no máximo, 10% de calorias provenientes de açúcar por dia. Na pesquisa, o açúcar representa mais de 14%. A pesquisa do IBGE em parceria com o Ministério da Saúde mostra que o brasileiro está consumindo uma quantidade menor do que deveria consumir de frutas, legumes e verduras, mas o consumo de açúcar aumentou.

Para a classe de alimentos que envolve frutas, legumes e verduras, o consumo é de apenas 2,8% da média de calorias que o brasileiro ingere em casa diariamente. Isso está muito abaixo da quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Cerca de 9% a 12% de uma dieta diária devem ser de frutas, legumes e verduras.

O médico nutrólogo Cristiano Merheb dá uma explicação para o consumo crescente de açúcar. “O açúcar vicia. Ele cria o efeito de dependência....”, avalia o médico.

Um prato equilibrado, deve ter 25% de proteína; 25% de amidos, como arroz, feijão, batata; e 50% de legumes, verduras e frutas.

A Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) é um alerta sobre as consequências de uma dieta errada. “Quando você soma doenças cardiovasculares, diabetes, câncer, hipertensão e obesidade, você tem quase 70% dos gastos do SUS [Sistema Único de Saúde]. Na raiz desses problemas crônicos, está a alimentação. Mexer numa política de nutrição e alimentação no país é atuar de forma positiva na redução dessas doenças”, afirma Ana Beatriz Vasconcellos, coordenadora do Ministério da Saúde.

Para ver o vídeo desta matéria, clique aqui.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O prato dos brasileiros

Arroz, feijão, carne e legumes. Essa é uma típica refeição no prato dos brasileiros.

Uma pesquisa de orçamentos familiares feita pelo IBGE concluiu que cada brasileiro tem disponível em casa, em média, alimentos que correspondem a 1,8 mil calorias por dia. Na zona rural, são 2,4 mil. E para quem mora nas cidades, 1,7 mil. A FAO, organização para alimentação e agricultura, recomenda 2,1 mil calorias diárias por pessoa. Já a OMS, Organização Mundial de Saúde, 2.288.

Segundo o IBGE, o brasileiro tem uma dieta equilibrada. Quase 60% das calorias disponíveis nas residências vêm de carboidratos, presentes no arroz, no feijão, no trigo e na batata; 27,6% de lipídios, as gorduras animais e vegetais, e 12,8% de proteínas, que estão na carne de gado, no frango, no peixe, no leite e derivados. Índices dentro dos padrões recomendados.

A má notícia fica por conta do consumo excessivo de açúcar: 13,7% do total, contra um máximo de 10% recomendado pelas tabelas de nutrição.

A dieta mais desbalanceada foi notada na faixa mais alta de rendimento. Para quem ganha cinco salários mínimos ou mais, o consumo médio de gorduras chega perto dos 34% do total. O índice máximo, recomendado pela OMS, é de 30%.

A pesquisa também traça um perfil do estado de nutrição dos brasileiros, quantos estão abaixo e também acima do peso considerado ideal. O estudo mostra que, em média, 4% dos brasileiros adultos estão abaixo do peso ideal: o equivalente a 3,8 milhões pessoas. Os especialistas consideram que um índice de até 5% de pessoas abaixo do peso é normal.

No Brasil, há dois grupos que superam o índice considerado normal na população, de até 5% de magros. O primeiro é formado por mulheres da zona rural do Nordeste: segundo a pesquisa, 7,2%, ou seja, 214.490 estão magras.

No segundo grupo estão as mulheres mais jovens: o estudo mostra que 12,2% estão abaixo do peso. Mas em ambos os casos não é possível saber exatamente quantas estão desnutridas. Muitas podem estar com o corpo ainda em formação ou a explicação pode estar no medo exagerado de engordar.

Outra descoberta da pesquisa é que enquanto o índice dos que estão abaixo do peso ideal, de 4%, é menor do que os 5% considerados normais, 40,6%, ou seja, 38,8 milhões estão acima do peso. Dessa fatia, 11,1% são considerados obesos, o equivalente a 10,5 milhões de pessoas.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...